Walt Disney

Walt Disney

Dezembro 15, 2018 0 Por Francisco Ramalheira
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Nasci em 1988 (sim, estou velho para cacete). Penso que falo por todos os da minha geração quando digo que a Disney teve um papel enorme no nosso imaginário infantil, brincadeiras e ocupação de tempos livres.

Bastava ver esta abertura para sabermos que vinha aí algo de muito especial:

Quem, como eu, viveu a estreia no cinema de clássicos como Aladdin, Rei Leão e Toy Story, filmes completamente mágicos e que marcaram crianças (e não só!) de todo o mundo, com uma excelente história, uma mensagem de vida e promovendo valores que devem estar intrínsecos na educação de todos. Lembro-me de ser pequeno e o facto de ir ver um filme Disney pela primeira vez, fosse no cinema ou em VHS, era motivo de enorme festa.

Mas de todos os filmes desta companhia, há um muito particular que será sempre o meu favorito: o Rei Leão. O filme tem tudo: aventura, amizade, humor a rodos, reviravoltas, corrupção e redenção, misturando ainda aqui e ali umas liçõezinhas de vida de uma profundidade que não é para qualquer um.


Mas a Disney não tinha apenas soberbos filmes. Os cartoons de Mickey, Donald, Pateta e companhia são de tal forma intemporais que para além de serem para todas as idades, a idade, definitivamente, não passa por eles. Eu, de quando em vez, ainda perco uns prazerosos minutos a rever estes pedaços da história da animação. O Pato Donald será, para sempre, um dos meus personagens favoritos. Nem que seja por fazer nudismo da cintura para baixo.

Outra das minhas perdições neste universo eram as BDs. Tinha tantas que lhes perdi a conta. Eram as minhas melhores amigas nas longas sessões na casa de banho, sendo elas as principais responsáveis pela demora desnecessária de tempos sentado na delicada porcelana. Num tempo pré-smartphone, as histórias do Tio Patinhas eram indispensáveis em qualquer romaria sanitária. Sem alguém conhecer uma app com histórias Disney que apite, sff.

A Disney tinha um papel de tal forma central na minha vida que, quando após semanas de pedidos incessantes lá consegui que os meus progenitores me ofertassem dois hamsters – um macho e uma fêmea – os nomes que lhes dei não poderiam ser outros: era o rato Mickey e a rata Minnie. Não posso, obviamente, deixar de destacar a pureza da minha mente nestes anos dourados, pois a partir do momento em que se entra na adolescência e se perde a inocência da infância, nunca mais se pode chamar “Rata Minnie” a uma hamster. Pelo menos sem soltar uma gargalhadinha grunha.

A Disney é sinonimo de magia. É sinonimo de um tempo que já não volta e que recordamos com tanto carinho e prazer. A própria história de Walt Disney (vejam o excelente filme “Walt before Mickey) é um hino à perseverança e à importância de não desistir dos nossos sonhos.

Não gosto de acabar um texto com uma pirosada qualquer, mas com a Disney era difícil não o fazer.